A política organizacional nada mais é, do que as diversas formas de poder formal que a empresa exerce sobre seus funcionários. Existem quatro divisões desse poder (coercivo, recompensa, informação e legítimo) que serão usadas em cada instituição de acordo com sua cultura organizacional ou até mesmo situação empregada. Ela é usada para influenciar nos processos decisórios, nas vantagens e desvantagens da organização de maneira legítima ou ilegitima.

A política legítima não viola leis e age de acordo com as regras sociais, já a ilegitima faz o contrario – age contra as regras e normas empregadas.

Na execução do poder podem surgir conflitos, que podem ser destrutivos, naturais ou desejáveis e encontrados nas execuções de tarefas, relações interpessoais ou nos processos produtivos (quanto a forma de realização do trabalho) de maneira que agreguem valores e tragam vantagens aquela instituição. Para solucionar tais conflitos é necessário executar as habilidades de negociação, estas vão encontrar uma solução equilibrada beneficiando as áreas envolvidas.

Dependendo o tipo de conflito existente haverá uma forma de negociação a ser aplicada. Desde aquela que uma das partes aceitará sofrer um pequeno prejuízo para acabar com o problema atual (negociação distributiva), até aquela que buscará aumentar os ganhos/vantagens para ambos os envolvidos (negociação integrativa).

Para que a negociação tenha sucesso é importante atenção em cada etapa, desde o planejamento, a definição das regras/acordo, o entendimento do conflito, esclarecimento de ambas as partes, a análise das possíveis soluções, decisão da melhor tática a ser empregada e execução dos planos acordados.

É importante que em todas as etapas de negociação e processos decisórios a ética organizacional esteja presente. Ela visa conhecer e estudar as ações pessoais, bem como as interações entre o grupos de maneira a dizer o que é mais adequado para cada situação.

Nas empresas podem ser aplicadas dois tipos de ética: a ética de convicção, onde a pessoa faz o que é certo independente das consequências e a ética de responsabilidade, onde a pessoa executa as regras empregadas pela empresa buscando as consequências mais positivas, colocando numa balança sempre o peso de suas ações.

Para compreender se a politica aplicada é ética ou não basta observar se a negociação irá atender os objetivos da empresa como um todo, respeitar os direitos de ambas as partes de forma justa e beneficiar a maior quantidade possível de pessoas.

Juliana Torres

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