Quem nunca sentiu ciúmes que atire a primeira pedra. Esse sentimento atinge a maioria das pessoas e é resultado da falta de confiança – em si, no outro ou no intruso. Começa com atos pequenos, simples e justificados e em alguns casos, o ciumento só falta falar: senta! rola! finge de morto!

Sentir ciúmes é algo normal e natural do ser humano e pode acontecer de diversas maneiras, algumas comuns, outras nem tanto: ciúmes do parceiro, amigo e até mesmo dos objetos pessoais: da roupa que usa, maquiagem, pessoas que conversa, programas de TV, amigos de infância, perfume, lugares que frequenta…

Não pense que a vida do ciumento é fácil. A vítima sofre, mas quem sente o desejo de controlá-la sofre ainda mais. Não dá para controlar aquilo que não possuímos: a pessoa vê o que está ao alcance dos olhos, mas e o restante do tempo? As pessoas que o rodeiam? Os sentimentos e pensamentos deles? Dá pra entender o tamanho dessa paranoia? É nesse momento que o “sentir-se sufocado” começa a aparecer. A pessoa torna-se obsessiva, passa a sentir medo e em alguns casos, deixa de viver para si e imagina situações que talvez jamais ocorrerão.

Os motivos são tão diferentes que chegam a chamar a atenção: a saia é muito curta (te deixou atraente), essa maquiagem está forte (te deixou atraente), essa roupa é vulgar (te deixou atraente), não confio nele (você é muito atraente), esse lugar não presta (só tem você de atraente), vai ir lá outra vez? (to carente), fulano de novo? (to carente), é vaca! (pensa, logo dá – Fique longe dessas!).

Algumas pessoas acabam se afastando por não aguentarem tanta pressão. É aquela famosa frase: por medo de perder, perdi. Não que não haja amor, mas ninguém merece viver ao lado de pessoas inseguras e controladoras. Tentar controlar alguém pode resultar em uma relação frustrada e desgastada. As pessoas nascem livres e impor nossas vontades à elas significa fazê-las infeliz.

A verdade é que ninguém é dono de ninguém, e uma relação saudável emprega atos inesperados, de vontade própria, onde o parceiro age pelo que sente e reage mostrando exatamente a pessoa que é. Daí vem a famosa sensação de sentimento correspondido.

O ideal é manter o diálogo em dia. Nunca durma com insatisfação, dúvidas ou inseguranças. Cada frustração alimentada no presente será um problema no futuro. Assuma-se como ser humano. Saiba a diferença entre desabafar e dar uma ordem, procure ouvir mais. Tente equilibrar as situações e procure conhecer seus limites: saiba diferenciar ciumes de falta de respeito. Estabeleça regras para si, viva aquilo que pode e acima de tudo: coloque-se no lugar do outro.

Cada um de nós já sentiu ciúmes de algo/alguém. Qual situação que você passou que te marcou? E o que fez para solucionar?

Beijos,

Juliana Torres

 

 

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