Tudo começou numa tarde de sábado onde ela se arrumava para uma festa. Sabe quando a pessoa odeia sair, mas ainda assim o faz por causa de seus amigos? Essa era exatamente a ocasião. Se tratava do casamento de sua melhor amiga, ela não poderia perder por nada nesse mundo. Não se tratava dela, mas do quanto aquela pessoa significava em sua vida.

Chegando no local, ela passou a observar o quanto todas aquelas pessoas ficavam encantadas com o amor, casamentos e relacionamentos. O que mais a impressionou foi como ela conseguia apenas pensar no quanto aqueles saltos incomodavam seus pés.

A festa foi passando e chegou sua hora mais esperada – não, não estamos falando do bolo ou do buquê. Ela ia voltar para sua casa, arrancar aqueles brincos pesados, saltos enormes e tirar aquele vestido apertado que mal a deixava respirar. Foi quando ele apareceu.

Um rapaz cortês, porem, ousado, com um sorriso daqueles de tirar o fôlego. Cheio de charmes e galanteios, aproximou-se dela e pediu se poderia vê-la outra vez. Como qualquer mulher faria, ela abriu um sorriso e disse: claro que sim, quem sabe a gente se encontra por ai – virou-se e então saiu.
O moço voltou para a festa sem entender, mas ele não conseguiu tirá-la da cabeça, precisava terminar aquela meia-conversa. Então, ele abordou na festa seu primo – o noivo – e perguntou a ele quem era aquela mulher linda. Ele precisava vê-la outra vez.

As semanas foram passando e lá estava ela em sua vida rotineira, quando de repente foi abordada por uma voz grossa e agradável: “Olá, ainda se lembra de mim?”. Era ele.

Na cabeça dela passaram mil coisas, sendo a maioria delas em como dispensá-lo, porem, ela cedeu, afinal, quem não esqueceu um fora não iria embora sem uma resposta satisfatória. Eles foram tomar um café.
Mal sabia ela que esse seria o melhor café de sua adolescência. O que seria apenas uma conversa simples durou mais de três horas, ele a deixou na casa dela naquele dia. Nos próximos dias os diálogos foram se intensificando e quando se deram conta não ficavam nem um dia sem se falar. A vida dela era a alegria pra ele, a voz dele era a calmaria pra ela.
O que eles não esperavam era que ele seria convocado para servir ao exercito. Numa tarde de domingo ela sentiu seu coração apertar e em seguida, seu telefone tocou. Era ele se despedindo, dizendo a ela que haveria de partir. Naquela noite eles choraram.

Mas será que a distância é capaz de separar um grande amor? Seria o destino? Eles se encontrariam outra vez? Seriam ainda os mesmos?

Eles não sabiam, mas decidiram seguir em frente carregando dentro de si o melhor que tinham: a certeza que amaram pela primeira vez.

Juliana Torres 

 

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