Era meia noite de uma sexta-feira. Ela estava entediada, precisa sair e respirar um ar diferente do escritório, mas a solidão a desanimava, afinal, ninguém gosta de curtir sozinho. Foi quando de repente seu telefone tocou.

Rapidamente, ela correu acender as luzes do quarto para procurar seu celular, na tela aparecia “número desconhecido”, mas a ansiedade pelo novo falou mais alto: “Alô”…
Do outro lado da linha uma voz grossa e familiar a convidava para sair. Seria o destino ou apenas coincidência? Bom, parada ela não ia descobrir. Como um tornado, ela mais que depressa despejou o guarda-roupa em cima da cama, escolheu um vestido vermelho, sandálias pretas, caprichou na maquiagem, soltou seus cabelos e aguardou a buzina.
Uma hora depois ele havia chegado, estava em seu portão dentro de um carro preto. Ela não via seu rosto, mas estava ansiosa. Seria essa uma noite inesquecível?
Ele saiu para recebê-la, abriu a porta do carro e a paralisou com aquele sorriso que eleva a mente a pensar mil coisas. Depois de jantarem e relembrarem todos aqueles anos que passaram juntos, ele convidou-a para dançar.
Olhos nos olhos, nariz com nariz, suaves toques na pele que causavam arrepios. A pista de dança começou a ficar pequena para tantos desejos que começaram a fluir. Quando ela se deu conta estava no apartamento dele, paredes brancas e um sofá cinza que em breve teria seu vestido e sua lingerie vermelhos.
Eles se devoraram entre olhares e toques, esqueceram-se do tempo, dos compromissos e de quem eram. Entre quatro paredes eles seriam tudo o que desejassem.
Pela manhã ela já não sabia mais quem foi, apenas tinha a certeza que aquela noite tinha sido a melhor de sua vida. Eles não fizeram apenas amor, eles ficaram nus de corpo e alma reescrevendo com seus corpos uma história que só pode ser contada quando as palavras se calam e as luzes se apagam.

Juliana Torres 

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